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MundoMudo

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COMPANHIA AZUL CELESTE APRESENTA MUNDOMUDO

 

 

O espetáculo é o trabalho que comemora os 25 anos da Companhia, completados neste ano.

 

Com dramaturgia de Cintia Alves e direção de Georgette Fadel.

 

No elenco, Jorge Vermelho (Clóvis) e Henrique Nerys (Ramis) dividem o picadeiro para investigar a relação cultural entre o velho e o novo por meio dos valores difundidos na sociedade contemporânea.

 

MUNDOMUDO faz uma reflexão sobre tudo o que nós aprendemos como valor, como crença, como cultura, seja numa dimensão maior ou menor, tornam-se nossas origens de referências que irão comandar nossa consciência e esta determinará nosso comportamento.

 

Um mergulho que fala de homens pequenos aprisionados em um espaço enorme, religados repetidamente pelo jogo estabelecido na convivência e na necessidade um do outro.

 

Jogo compreendido como jogo teatral, cujas regras mantêm-se no seu mínimo e irredutível viger: um início, uma duração, um final, e a repetição de todo o processo em dias seqüentes.

 

Se no início está o fim, se a duração arrasta instantes inúteis, se o final só remata pelo cair do pano (ou trapo), deixando sem desfecho a história, não importa, as regras impõem-se, e os personagens, atônitos, submetem-se ao jogo como ao destino.

 

MUNDOMUDO  significa o fim deste jogo, que se mantém como remedo do teatro passado, e vislumbra, na devastação que lhe circunda, formas fantasmagóricas para um teatro futuro.

 

O processo de montagem foi o mais longo da história da Companhia. Teve início em abril de 2013, com um módulo denominado “contaminação” e que buscou ferramentas que pudessem apontar caminhos na proposição que o grupo desejava mergulhar.

 

Durante o processo, alguns artistas participaram e colaboraram na construção do argumento, que resultou em um roteiro dramatúrgico sem a utilização da palavra, onde Cintia Alves sintetizou todas as informações levantadas durante o processo de pesquisa.

 

A dramaturgia de MUNDOMUDO foi construída em um processo com a participação dos atores, do preparador de elenco e da dramaturga Cintia Alves, tendo como inspiração o universo desértico de Fim de Jogo, de Samuel Beckett.

 

Na construção, buscou-se  a presença do palhaço na obra de Beckett como indício de uma poética cênica.

 

Analisando exemplos do teatro e da prosa do autor, vemos como as descrições físicas dos personagens e o seu comportamento se assemelham e radicalizam características do palhaço de circo, acentuando, sobretudo, o seu caráter grotesco. O caráter trágico do palhaço seria reforçado pela condição em que o ator é colocado em cena.

 

No teatro de Beckett o ator é colocado num estado de risco similar ao do palhaço através das repetições e da imobilidade impostas pelas rigorosas rubricas do autor.

 

Samuel Beckett, autor e dramaturgo irlandês que recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1969, teve seus personagens, muitas vezes, associados à figura do palhaço. É célebre o interesse do autor pelo universo do Music Hall e do circo, expresso muitas vezes em sua obra de forma mais ou menos explícita.

 

Embora o palhaço tenha presença marcante na dramaturgia beckettiana, o trabalho que cabe ao ator no exercício de interpretá-lo é aparentemente oposto ao trabalho elaborado pelo ator que interpreta um palhaço no contexto do circo. Ali, o palhaço se mantém fiel à relação direta com o público e ao improviso; ao ator beckettiano, pelo contrário, cabe movimentar-se e agir de acordo com as instruções detalhadas rubricadas pelo dramaturgo, além de não romper com a “quarta parede”.

 

Para a construção dramatúrgica, onde optamos pela linguagem não-verbal, partimos da análise da presença do palhaço na obra de Beckett para refletir acerca do lugar do ator em seu teatro. Nossa hipótese é que, malgrado as distinções já apontadas entre os dois objetos, as inúmeras referências ao cômico circense na obra beckettiana transbordam do plano ficcional para uma poética cênica. Rubricas de difícil execução e limitações do movimento são algumas das estratégias do teatro de Beckett que pretendem colocam o ator em contato com a aflição concreta dos personagens que interpretam. Assim, poderíamos dizer que o seu teatro contém um caráter performático, de forma que, como sugere Jonathan Kalb, “os dois planos de significação, de apresentação e de representação, ficam misturados numa atmosfera consistente de ambigüidade”.

 

 

 

Depois da estreia, o espetáculo fará uma apresentação em São Paulo, dentro da programação do Plataforma Proac, no dia 27 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso.

 

Como proposto no projeto do espetáculo, a Companhia Azul Celeste fará uma temporada de 2 meses em Rio Preto.

A temporada será realizada no Teatro do SEST / SENAT, que fica localizado no Jardim Conceição.

A data da temporada está sendo negociada com a entidade.

 

MUNDOMUDO foi vencedor do PROAC, do Governo do Estado de São Paulo e também do Programa Municipal Nelson Seixas.

 

Além de Jorge Vermelho e Henrique Nerys, o espetáculo conta com Alexandre Manchini Jr, na operação da luz, Elvis Leandro dos Santos na operação do som e Lucas Hernandes na contrarregragem e produção.

 

Para completar o time de profissionais envolvidos no projeto, a Companhia azul Celeste convidou Linaldo Telles para assinar o figurino, Ésio Magalhães para assessoria de palhaçaria, Raphael Pagliuso Neto na direção musical e Angélica Zignani para a criação da comunicação visual.

 

O espetáculo percorrerá ainda alguns festivais em 2014 e prepara-se para uma temporada em São Paulo em 2015.

 

 

FICHA TÉCNICA

 

 

Concepção – Jorge Vermelho

Dramaturgia – Cintia Alves

Direção – Georgette Fadel

Elenco: Henrique Nerys e Jorge Vermelho

Assessoria de palhaçaria – Ésio Magalhães

Figurinos – Linaldo Telles

Costureira – Ivani Cardoso

Cenografia – Jorge Vermelho

Cenotecnica – Ângelo Lima Ferreira e Wellington Herculano Diniz

Iluminação – Jorge Vermelho e Alexandre Manchini Jr.

Elétrica – Anderson Matos e David Matos

Operação de luz – Alexandre Manchini Jr.

Trilha Sonora – Jorge Vermelho e Raphael Pagliuso Neto

Direção Musical – Raphael Pagliuso Neto

Edição de som – Elias Junior

Operação de som e paisagem sonora – Elvis Leandro dos Santos

Visagismo – Jorge Vermelho

Preparação Corporal – Flávio Davanzo e Lucas Hernandes

Criação Gráfica – Angélica Zignani

Preparação musical para acordeon – Márcio Patrizzi

Confecção de boneco – João Guerreyro

Fotos – Jorge Etecheber

Cenotecnia – Elvis Leandro dos Santos

Manutenção de site e redes sociais – Lucas Hernandes

Produção Executiva – Jorge Vermelho

                                    Elvis Leandro

                                    Marina Rico

Assistente de produção – Lucas Hernandes

 

15 de fevereiro de 2017